A equipe
da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha/ES
efetuou a prisão de O.P.F., de 44 anos. Ele é suspeito de assassinar
M.V.C.B., de 40 anos. O corpo da vítima foi encontrado no dia 17 de
agosto de 2019, no porta-malas de um veículo. A prisão ocorreu no bairro
Jabaeté, no dia 30 de agosto.
“As investigações iniciaram desde o dia
em que a família procurou a delegacia para relatar o desaparecimento da
vítima. Os relatos eram de que a vítima era motorista de aplicativo, mas
descobrimos que a informação era falsa. Populares teriam feito isso
para gerar uma mobilização e encontrá-lo mais rapidamente. A partir das
investigações, descobrimos que M.V.C.B. estaria plantando drogas no
bairro Xuri”, explicou o responsável pelas investigações, delegado Alan
de Andrade.
De acordo com o delegado adjunto da
DHPP, M.V.C.B. não deixava suspeitas, não ostentava bens materiais e não
demonstrava ser um criminoso contumaz. “Nós descobrimos que a vítima
tinha um sítio em Xuri e que um caseiro tomava conta do local, que é o
detido nesta operação. O suspeito tinha um nome fictício e um fato
curioso é que ele tinha dois mandados de prisão nos dois nomes, um no
verdadeiro e outro no falso”, relatou.
Andrade afirmou que o suspeito e a
vítima mantinham uma plantação da droga Skank no sítio. Esse
entorpecente é direcionado a uma clientela que tem maior poder
aquisitivo. A equipe também recebeu informações de que M.V.C.B. tinha
outra estufa em Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro.
“O caso segue sob apuração, mas as
investigações apontam que M.V.C.B. estava recebendo grande lucro da
venda das drogas, enquanto detido recebia um salário fixo de mil reais
por mês. Não contente, ele decidiu matar a vítima. O suspeito não
confessou o crime, ele narrou toda a dinâmica do sítio, da estufa, como
era feito o plantio, os cuidados e a colheita”, explicou o delegado.
A equipe da DHPP conseguiu fazer a
vinculação de O.P.F. com a morte de M.V.C.B. por meio de investigações.
“Os dados coletados provaram que toda a versão do detido apresentada na
delegacia, com relação ao desaparecimento da vítima, é falsa. Nós vimos
que o suspeito já teria ido com M.V.C.B. ao local e teria sido um dos
responsáveis pelo transporte do corpo”, concluiu Alan de Andrade.
O.P.F. tem dois mandados de prisão, um
no Estado de Minas Gerais com o nome verdadeiro, e outro mandado no
Espírito Santo com o nome falso. O suspeito está preso temporariamente
por homicídio consumado e continua sendo investigado. Com a conclusão,
ele poderá ser indiciado pelos crimes de homicídio consumado e ocultação
de cadáver.
O suspeito foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).
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