POSTAGEM NO
CANAL NO BLOG
reporterpaulomaciel.blogspot.com E REDE SOCIAL
www.facebook.com/paulomacieldaradio
MJSP lança relatório de conjuntura com tendências da imigração e refúgio no país
O Ministério da Justiça e
Segurança Pública (MJSP) lançou, na segunda-feira (11/11/2019), o “Relatório
de Conjuntura: tendências da imigração e refúgio no Brasil”. Os dados
inéditos apresentam as principais características dos movimentos
efetuados por migrantes, a partir destes recortes temáticos da dinâmica
migratória no país: solicitantes de refúgio, inserção dos migrantes no
mercado formal de trabalho e autorização de residência para
trabalhadores qualificados com vínculo empregatício.
Cresceu a presença de trabalhadores
estrangeiros no Brasil, com empresas demandando maior número de
empregados de maior qualificação. O movimento migratório permanente tem
chegado com mais força da África e da América do Sul, enquanto
comporta-se como temporária a chegada de estrangeiros do Norte global.
Houve concentração em duas categorias
ocupacionais dos 4,7 mil postos de trabalho gerados no segundo
quadrimestre de 2019: trabalhadores dos serviços e vendedores do
comércio em lojas e mercados; e trabalhadores da produção de bens e
serviços industriais.
Produzida pelo Observatório das
Migrações Internacionais, o OBMigra (parceria do MJSP com a Universidade
de Brasília), esta nova edição trata de forma analítica e comparativa
os indicadores produzidos. Também foi apresentado o Relatório da RAIS
(Relação Anual de Informações Sociais), com o extrato da base para os
imigrantes na série histórica 2010 a 2018.
“Ambos os relatórios oferecem
informações detalhadas sobre as principais características dos
imigrantes no Brasil e apresentam dados cruciais para formular políticas
migratórias que coloquem os imigrantes como um ativo para o
desenvolvimento do país”, observou a secretária Nacional de Justiça,
Maria Hilda Marsiaj Pinto.
Tendência de expansão
Coordenador do OBMigra, o professor e
pesquisador Leonardo Cavalcanti destaca o aumento da formalização. Com
relação a emissões de Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS),
nota-se aquecimento do mercado de trabalho considerando os cinco
últimos quadrimestres. Ou seja: até agosto de 2019, há clara tendência
de expansão de CTPS emitidas para imigrantes e solicitantes de refúgio.
Enquanto no primeiro quadrimestre de 2018 foram emitidas 17,3 mil CTPS,
no segundo de 2019, o total praticamente duplicou, registrando 35,1 mil
emissões, o mais alto dos cinco quadrimestres analisados.
“São excelentes notícias os dados
qualificados e a formalização. Mostra-se que a economia está em fase de
recuperação. E as empresas estão ampliando a contratação de
qualificados”, frisa o pesquisador.
Cavalcanti ressalta o cenário complexo
decorrente desse fluxo de pessoas e ressalta a necessidade de incorporar
esses dados em políticas públicas para romper desigualdades detectadas
no estudo. “Pretende-se dar um passo adiante buscando evidenciar
desigualdades na inserção dos migrantes no mercado de trabalho, mais
visíveis quando se faz recortes por nacionalidade ou características
específicas dos trabalhadores”.
Confira os principais dados do levantamento por temas:
Inserção dos migrantes no mercado formal de trabalho
• Nítida tendência de expansão no
número de Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) emitidas
desde o início de 2018, sendo a maior quantidade para migrantes oriundos
da América do Sul, especialmente Venezuela, e Central, especialmente
Haiti.
• Incremento da taxa de rotatividade
para o trabalhador formal migrante, sendo maior para trabalhadores
oriundos da América do Sul e menor para os de origem europeia.
• Concentração em duas categorias ocupacionais dos 4,7 mil postos gerados, sendo elas: trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados; e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (destaque para o final da cadeia produtiva do agronegócio).
• Concentração em duas categorias ocupacionais dos 4,7 mil postos gerados, sendo elas: trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados; e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (destaque para o final da cadeia produtiva do agronegócio).
• Admissões nas 27 unidades da
Federação, sendo São Paulo (7,2 mil) e Santa Catarina (5,2 mil) as que
mais admitiram, em números absolutos no segundo quadrimestre de 2019.
Relativizando-se a absorção de trabalhadores migrantes pelo tamanho da
população ocupada, as maiores taxas de admissão foram em Roraima,
Amazonas e Goiás.
Autorização de residência para trabalhadores qualificados com vínculo empregatício
• Aumento nas autorizações de
residência para trabalhadores qualificados no segundo quadrimestre de
2019. Na comparação do acumulado de 2018 com 2019, houve crescimento de
3,3% do número de autorizações.
• Os países com maior número de autorizações foram Estados Unidos e China, que, juntos, ampliaram suas participações no total de autorizações de 30,1% no 1º quadrimestre de 2019 para 32,2% no 2º quadrimestre de 2019.
• Crescimento na proporção de empresas que demandaram de 6 a 10 e 21 ou mais empregados qualificados.
• Os países com maior número de autorizações foram Estados Unidos e China, que, juntos, ampliaram suas participações no total de autorizações de 30,1% no 1º quadrimestre de 2019 para 32,2% no 2º quadrimestre de 2019.
• Crescimento na proporção de empresas que demandaram de 6 a 10 e 21 ou mais empregados qualificados.
Solicitação de refúgio
• As solicitações de refúgio no 2º
quadrimestre de 2019 (25.606) apresentaram queda de 18,7% em relação ao
2º quadrimestre de 2018 (31.481), determinada pela redução entre as
solicitações de venezuelanos.
• Apesar da redução no total das
solicitações, destaca-se o aumento das solicitações entre os haitianos
neste 2º quadrimestre (5.798).
•Aumento da movimentação de
trabalhadores solicitantes de refúgio no mercado formal de trabalho, com
destaque para os venezuelanos seguido pelos haitianos.
Fonte: www.novo.justica.gov.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário