sábado, 17 de janeiro de 2015

Tomate: Desperdício em país de Terceiro Mundo


Texto e fotos reproduzidas da TV: Paulo R. Maciel

É triste a gente ver comida desperdiçada no Brasil. É o que acontece, por exemplo, com produtos agrícolas que não conseguem condições de escoamento ou preços justos para cobrir os custos. Em Colatina, há muito tempo observo o desperdício da polpa de coco verde, que poderia ser utilizada para o fabrico de sorvetes, picolés, manjares, tapioca... A polpa é inutilizada pelo simples fato de não haver um meio sanitário eficaz de aproveitá-la, após a retirada da água do fruto para comercialização em feiras e em carrinhos de ambulantes. Pouquíssimas pessoas requisitam a polpa para degusta-la, e, com isso, vai tudo pro lixo mesmo. Vemos agora também que produtores de tomates capixabas estão se desafazendo do produto em suas lavouras, por causa do baixo valor do produto no mercado. Como está havendo uma grande safra, o preço caiu justamente por causa da lei da oferta, que está bastante superior à da procura. Com isso, muitos tomaticultores alegam que o custo chega a R$ 23,00 e o valor pago pelas centrais de compras é R$ 7,00. Em razão disso, alguns produtores, estão jogando fora toneladas de tomate, como ocorre em Venda Nova do Imigrante/ES. É triste ver essa grande quantidade de alimento no lixo, quando, tempos atrás, seu preço estava inacessível para grande parte da população. Não deveria haver uma estrutura montada pelo sistema governamental para aproveitar esse excesso de produção, ou mesmo dar condições às indústrias de aproveitá-lo para massa de tomate, molho de tomate, polpa, "ketchup"?  Coisas de Brasil, um país que tem tudo para ser de Primeiro Mundo, mas só engatinha, engatinha, e não consegue andar, não consegue sair do chão.  

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