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--Maria de Nazaré não teve outros filhos, a não ser Jesus Cristo, filho de Deus encarnado. Quem passa outra informação se equivoca e informa mal os seus ouvintes ou leitores. É só ler a Bíblia Sagrada mais atentamente, estudar e pesquisar. O texto que mais costumam utilizar para dizer que Maria teve outros filhos é o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 6, 3): “Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José , de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.”
O que muitos desconhecem é que não existia na língua hebraica e no dialeto aramaico a palavra “primo”. Por isso, a Bíblia Sagrada não explicita que Tiago, José, Judas e Simão são, na verdade, primos de Jesus e sobrinhos de Nossa Senhora. Todo parente próximo era chamado de “irmão”. Esses personagens são filhos de Cléofas (Cleopas ou Alfeu), irmão de José (São José), o pai adotivo de Jesus. Maria de Cléofas é a mãe deles. Portanto, Maria de Cléofas era também considerada irmã de Maria Santíssima e tia de Jesus.
Para se comprovar essa constatação basta acessar o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 27, 55-56): “Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.” . Observem que aí está a Maria de Cléofas, mãe de Tiago (“Tiago Menor”) e de José, nomes que em Mc 6, 3 são citados como “irmãos” de Jesus, que, na verdade são seus primos.
Em Mc 3,16-19, há também a citação do nome de Tiago como filho de Alfeu (que é o mesmo Cléofas ou Cleopas). Eis o texto: “Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago (“Maior”), filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu (ou “Natanael), Mateus (ou “Levi”), Tomé, Tiago “Menor”), filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou.”
Resumindo: Não havia palavra “primo”, e os parentes próximos eram, então, chamados de irmãos. O idioma hebraico e o dialeto aramaico possuem vocabulário bastante reduzido. Um exemplo: Não havia nem vogais. Por isso, Tiago, José, Judas e Simão eram primos, mas como não havia a grafia “primos”, a redação traz a palavra “irmãos”. Maria casou-se com José e não teve filhos biológicos com ele, a não ser Jesus, o qual é filho do Espírito Santo de Deus.
Outra prova cabal de que Maria não teve outros filhos, é que na morte de Jesus na cruz, ele a entrega aos cuidados do apóstolo João. Vejamos o capítulo 19 e versículos de 26 a 27 do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’. E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa.
Maria era viúva, tendo em vista que São José morreu entre o episódio da perda de Jesus no Templo e o Batismo de Jesus por São João. Ora, quando a mulher enviuvava, ela ficava aos cuidados do filho mais velho, e se este também morria a tarefa cabia ao segundo mais velho e assim sucessivamente. Os judeus eram muito ciosos no cumprimento da Lei Mosaica e dos Profetas. Portanto, de modo algum, ela ficaria aos cuidados de um discípulo de Cristo, se tivesse outros filhos.
Após a Ressurreição e Ascensão de Jesus, Maria ficou por um tempo com os discípulos e em seguida seguiu com João para Éfeso (hoje Turquia), onde teve uma casa própria. Mesmo morando sozinha, João estava sempre por perto para auxiliá-la em suas necessidades domiciliares. Nessa cidade, ela viveu parte de sua vida e morreu.
A exegese da Igreja Católica Apostólica Romana baseia-se em fatos e não em suposições. Portanto, o que é analisado é o que está exposto nas Sagradas Escritura. É preciso ficar atento também para o fato de que na Bíblia, um versículo ou um texto fora do contexto pode tornar-se pretexto para confundir as pessoas. Para fazer a correta interpretação é necessário proceder uma costura bíblica.
O fruto de Maria é Santo, e, portanto, ela também é santa, pois só uma árvore santa produz fruto santo. O tema é bíblico. Jesus diz que se conhece o fruto pela árvore. Maria foi preservada do pecado original pelos méritos de Jesus Cristo, e ela se tornou especial por isso. “Aquilo que Deus tinha para a humanidade toda, ele concentra nela, para que através dela viesse o Verbo, e através dele a salvação voltasse a todos”, diz o padre Chrystian Shankar. Enfatiza ainda: “Se Maria fosse uma mulher qualquer, Jesus seria um homem qualquer. Se Jesus fosse um homem qualquer, aquele que morreu na cruz não poderia salvar ninguém, pois quem pecou foi o homem, então somente o homem tinha que pagar pelo seu pecado. Mas o homem não podia remir o homem. Tinha que ser Deus. Mas Deus não podia morrer na cruz, pois quem pecou foi o homem. E o que Deus faz? Ele une em Jesus a divindade e a humanidade. Por isso Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria. Maria não é mãe de Deus Pai, é mãe de Deus Filho, o ‘Deus Conosco’ (“Emanuel”). Jesus é Filho de Deus, é Deus, o Emanuel, ou seja, é o ‘Deus Conosco’.”
“Bendita és tu entre as mulheres, tu encontraste graça junto de Deus”, diz o Arcanjo São Gabriel. Já Isabel, mãe do precursor João, diz: “De onde me vem a honra de que a mãe do meu Senhor (“mater Dominus”, Mãe de Deus) me venha visitar?”. O Arcanjo desce do Céu e saúda Maria, como sendo a escolhida por Deus. “Todas as gerações me chamarão de bem aventurada” (bendita, santa), diz Maria Santíssima no Magnificat. Ave-Maria: “Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!”
Obs.: Na Bíblia, muitos personagens são citados com vários nomes, como Paulo ou Saulo; Pedro ou Cefas; Mateus ou Levi; Bartolomeu ou Natanael; Cléofas, Cleopas ou Alfeu... A Bíblia, originalmente, foi escrita em grego, hebraico e aramaico.
-Fonte: Bíblia Sagrada, EdiçãoPastoral-Catequética, Edição Claretiana, 2005; Canal Santuário Frei Galvão-Divinópolis/MG, padre Chrystian Shankar @Projeto Luz e Vida [CC] )


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