DÍVIDA PÚBLICA DO BRASIL E NOVAS FONTES DE ARRECADAÇÃO PREOCUPAM, DIZ IFI
- PESQUISADO POR repórter/radialista/blogueiro Paulo Maciel, de Colatina/ES. - REDES digitais/telemáticas/web: @paulorobertomacielmaciel7919 - Paulo Roberto Maciel Maciel - reporterpaulomaciel.blogspot.com - @paulorobertomaciel6/ - facebook.com/paulomacieldaradio
- DÍVINDA PÚBLICA ALTA PREOCUPA ENTIDADE. - Dívida pública no Brasil continua a preocupar, avalia IFI. A Instituição Fiscal Independente (IFI), em seu Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de fevereiro, divulgado em 26/02/2026, diz que o ano (no Brasil) começou sem expectativa de grandes turbulências ou de medidas “heroicas” na política econômica. De acordo com o documento, que avalia as contas públicas e o cenário econômico para 2026, a meta é mais modesta: buscar déficit primário zero, usando as margens de tolerância previstas no arcabouço fiscal e as exclusões permitidas pela legislação. ... A IFI adverte que o principal foco de preocupação continua sendo a dívida pública. A instituição fiscal avalia que o país precisaria gerar um superávit primário superior a 2% do produto interno bruto (PIB) para interromper o crescimento da dívida e mudar o perfil dos gastos públicos, ampliando investimentos em infraestrutura, ciência e tecnologia. Essa agenda, no entanto, deve ficar para 2027, já que reformas estruturais profundas costumam enfrentar mais resistência em anos eleitorais. ... O governo vai ... tentar controlar a trajetória de algumas despesas ... (buscando) fontes de arrecadação ... para fazer frente (aos gastos). (...) Os números do Poder Executivo (gestão petista em sua nova era no Planalto) são mais otimistas do que ... (os números que) a IFI (possui). ... (Para a IFI), o governo precisa de arrecadação para fechar as contas do ano e entregar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB, de acordo com previsão do diretor Alexandre Andrade. ... (A IFI não acredita muito no plano governamental para melhorar o perfil da dívida pública). ... (pois) os juros elevados e incertezas quanto ao cenário fiscal tornam essa tarefa mais complexa. A falta de uma ancoragem mais sólida para as expectativas do mercado é apontada como um dos principais desafios para estabilizar a trajetória da dívida. ... Outro ponto de atenção é o resultado primário dos estados e do Distrito Federal ... Em 2025, o superávit caiu para 0,04% do PIB, refletindo crescimento real das despesas acima do aumento das receitas. Embora o maior peso do ajuste esteja no governo federal, a IFI ressalta que estados e municípios têm papel relevante no equilíbrio das contas públicas. A deterioração das finanças regionais preocupa porque esses entes vinham ajudando a compensar parcialmente o déficit do governo central. ... (Andrade diz que) o aumento da despesa de pessoal ... acende um sinal de alerta, porque são despesas obrigatórias de caráter continuado. (Ele revelou também que) caso ocorra alguma reversão no cenário que afete a arrecadação desses entes, os estados podem enfrentar dificuldades. (...) E há um risco que a IFI aponta: (...) neste ano, deve ocorrer uma desaceleração da atividade econômica, o que afetaria a arrecadação dos estados. ... Em outra fala, ele alertou que governo utiliza o Imposto de Importação também com fins regulatórios, assim como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Primeiro, para equilibrar um pouco a balança comercial desses bens. E, em segundo lugar, para conseguir fontes de arrecadação, tendo em vista que o governo precisa de novas fontes de receita, para fechar a meta de resultado primário fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). - (FONTE: Agência Senado - 03/2026)
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