Liturgia, 03/10/26 (sáb.) - ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANSISCO FERRO... - XXVI *S.T.C.. SANTOS: Mª Josefa do Coração de Jesus. POR rep.Paulo Maciel
- LITURGIA, 03/10/2026 - SÁBADO - SANTO ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANSISCO FERRO - PRESBÍTEROS - MATEUS MOREIRA E COMPANHEIROS - MÁRTIRES - XXVI *SEMANA DO TEMPO COMUM - ANO LITÚRGICO A. Cor: Vermelha. Rito: Ofício da Memória. - 1ª Leitura: Leitura do Livro de Jó (Jó 42, 1-3. 5-6. 12-16): "...O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida mais do que no princípio..." - Sl 118 (119), 66. 71. 75. 91. 125. 130 (R. 135a). R.: "Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.". - Evangelho: Leitura do Evangelho de São Lucas (Lc 10, 17-24): "... 'ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu"i'...''. - FONTES: diversas
- SANTOS DO DIA 03 DE OUTUBRO (FONTE: revista.arautos.org (e outros "sites") e Martirológio Romano
- Santa Maria Josefa do Coração de Jesus. DE ACORDO com pesquisa do padre Evaldo César de Souza, Maria Josefa nasceu na Espanha, no dia 7 de setembro de 1842. Desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e aos doentes e uma inclinação para a vida interior. Aos 18 anos manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois se sentia atraída pela vida de clausura. No mosteiro, iluminada pelo Espírito Santo e aconselhada por Antônio Maria Claret, Maria Josefa decidiu criar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos hospitais. Assim nasceu o Instituto das Servas de Jesus, fundado na cidade de Bilbau, em 1871. Os pontos centrais da espiritualidade de Santa Maria Josefa são: um grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda adoração do mistério da Redenção, íntima participação nas dores de Cristo e na Sua Cruz; e a completa dedicação ao serviço dos doentes, num contexto de espírito contemplativo. Hoje espalhadas pela Europa, América Latina e Ásia, as Servas procuram dar pão aos famintos, acolher os doentes e outros necessitados, criar casas para pessoas idosas, desenvolvendo sempre a pastoral da saúde e outras obras de caridade. - SANTOS ANDRÉ DE SOVERAL E AMBRÓRIO FRANCISCO FERRO. DE ACORDO com o "site" do Vaticano, André de Soveral foi o primeiro santo de São Vicente/SP e discípulo do padre José de Anchieta. Foi martirizado em 1645, durante a invasão holandesa, enquanto celebrava a Santa Missa, junto com outros 29 companheiros. Ao expirar, balbuciou: “Viva o Santíssimo Sacramento!". Soveral nasceu em São Vicente, no dia 16 de julho de 1572, de pais portugueses, que lhe transmitiram sólidos ensinamentos cristãos... São Vicente foi a primeira cidade fundada no Brasil, em 1532, por Martim Afonso de Souza. Presume-se que André tenha sido aluno de José de Anchieta, um dos primeiros jesuítas a chegar à Terra de Santa Cruz, e que tenha estudado no “Colégio Menino Jesus”, fundado por Leonardo Nunes. No período da ação missionária de São José de Anchieta e Padre Manuel da Nóbrega, André foi para o Nordeste, e, em 1597, deu início à evangelização no Rio Grande do Norte, com outros missionários jesuítas, provenientes do reino católico de Portugal. Deixou a Companhia de Jesus, e se tornou padre diocesano, em Natal. No Nordeste, o padre André trabalhou em Cunhaú, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, nome do navio que transportou Martim Afonso de Sousa às terras brasileiras. Cunhaú era um povoado de Canguaretama, no Rio Grande do Norte, em torno de um engenho de cana-de-açúcar, uma das riquezas da região, além de suas minas... No dia 15 de julho de 1645, chegou a Cunhaú Jacó Rabe, um alemão a serviço do Supremo Conselho Holandês, com sede em Recife, que dizia ser portador de uma mensagem aos habitantes. No dia seguinte, domingo, aproveitando a participação de um grande número de colonos na missa, celebrada pelo pároco, padre André de Soveral, Rabe mandou afixar na porta da igreja um edital, convocando todos a ouvir, após a celebração, suas ordens. Muitos compareceram, mas uma forte chuva, providencial, impediu que o número fosse maior. Sabe-se que os holandeses calvinistas, que eram contra o Império Português no Brasil, ao chegarem à região, restringiram a liberdade de culto dos católicos e os perseguiram. Naquele domingo, 16 de julho de 1645, muitas pessoas se dirigiram à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Foram a fim de cumprir o preceito religioso, e não portavam armas, proibidas pelas autoridades holandesas. Na hora que o padre Soveral elevava a hóstia e o cálice na Consagração, Rabe mandou fechar as portas e deu início à terrível carnificina. Os fiéis foram covardemente assassinados pelos flamengos, com a ajuda dos índios tapuias e potiguares. Os fiéis, “entre ânsias fatais, confessaram sua fé em Jesus Cristo, pedindo perdão de suas culpas”. O padre “rezava, às pressas, o ofício da agonia”, quando foi cruelmente atacado pelos tapuias. No entanto, falando na língua deles, os exortou a não tocar na sua pessoa e tampouco a profanar as imagens e objetos do altar, para não cometer um sacrilégio. Os tapuias recuaram, mas os potiguares atacaram o ministro de Deus matando-o. O chefe Jererera, empunhando uma adaga, deu o golpe letal no sacerdote. Este foi o primeiro episódio do massacre dos protomártires do Rio Grande do Norte. O segundo ataque dos holandeses calvinistas e dos índios aos católicos deu-se três meses depois, no dia 3 de outubro de 1645. Aterrorizados pelo que aconteceu em Cunhaú, os católicos de Natal procuravam fugir ou se esconder, mas foram pegos, junto com seu pároco, padre Ambrósio Francisco Ferro, e levados para perto da cidade de Uruaçu, onde os soldados holandeses os aguardavam com cerca de duzentos índios, que tinham aversão pelos católicos. O pároco e seus fiéis foram brutalmente torturados e massacrados após mutilações. Conforme os relatos da época, “os índios arrancavam as entranhas e cortavam as cabeças, pernas e braços das suas vítimas”. Grupo dos mártires individuados: Padre André de Soveral e Domingos Carvalho, mortos em Cunhaú; Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira, Antônio Vilela, com sua filha; José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, João Lostão Navarro, Antônio Vilela Cid, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas; Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, Antônio Baracho, João Martins e sete companheiros; Manuel Rodrigues Moura e sua esposa; uma filha de Francisco Dias, mortos em Uruaçu. Padre André de Soveral e seus 29 Companheiros mártires do Rio Grande do Norte foram sacrificados pela intolerância religiosa, pela perseguição contra a fé católica e a fé na Eucaristia. O padre André de Soveral, herói e mártir, foi beatificado em 5 de março de 2000 e canonizado, no dia 15 de outubro de 2017, na Praça de São Pedro, pelo Papa Francisco. A Igreja celebra, no dia 3 de outubro, a festa litúrgica dos Protomártires do Brasil: Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, o leigo Mateus Moreira e outros 27 Companheiros mártires.
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