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| Missa,Catedral, Colatina.Por rep. Paulo Maciel.5/9/26 |
- SANTOS DO DIA 16 DE SETEMBRO (FONTE: revista.arautos.org (e outros "sites") e Martirológio Romano
- São Cornélio, Papa (†253) e São Cipriano, Bispo (†258). Mártires. Memória obrigatória. São Cornélio lutou pela unidade da Igreja. São Cipriano, bispo de Cartago, grande orador e mestre de moral, dedicou-se a organizar a Igreja na África. DE acordo com o "site" "cancaonova", a comemoração destes dois mártires, São Cornélio e São Cipriano, no mesmo dia, é muito antiga. O Martirológio de São Jerônimo já os celebrava juntos. Essa data escolhida indica, em particular, a renúncia ao trono papal do primeiro e a morte do segundo por decapitação. Cornélio, o Papa - Em Roma, no ano 251, após alguns anos de cargo vacante, devido à perseguição de Décio, Cornélio foi eleito Papa em 251. Era um romano, talvez, de origem nobre, mas, certamente, reconhecido como homem de fé, justo e amoroso. Contudo, a sua eleição não foi aceita pelo herege Novaciano, que se fez consagrar antipapa e promoveu um cisma precisamente na Cidade de Roma. Cornélio — que apoiava a distância o Bispo Cipriano —, foi acusado de ser muito manso com os “lapsos”: estes eram apóstatas, que retornavam à Igreja, sem as devidas penitências. Estes voltavam às atividades, simplesmente com a apresentação de um certificado de reconciliação, obtido de algum suposto confessor. Além do mais, uma epidemia abateu-se sobre Roma e, depois, teve início também a perseguição anticristã de Galo. O Papa Cornélio foi exilado e preso em Civitavecchia, onde faleceu em 253, mas foi sepultado nas catacumbas de São Calisto, em Roma. Cipriano, Bispo - Cipriano nasceu em Cartago, no ano 210, era um hábil retórico, que exercia a profissão de advogado. Certo dia, ao ouvir a palavra de Jesus, converteu-se ao Cristianismo. Transcorria o ano 246. Graças à sua fama de intelectual, foi imediatamente ordenado sacerdote e consagrado Bispo da sua cidade. Mas, em Cartago, a situação dos cristãos não era fácil: agravaram-se as perseguições de Décio, depois de Galo, Valeriano e Galieno. Assim, muitos fiéis, ao invés de morrer, decidiram voltar ao paganismo. Com o tempo, alguns se arrependeram, mas a conduta de acolhida e benevolência do bispo Cipriano com eles não foi aceita pelos rigoristas. Envolvido na contenda dos “lapsos”, lutou contra o padre Novato, que apoiava o antipapa Novaciano, e contra o diácono Felicissimo, que havia eleito Fortunato como antibispo. Em 252, Cipriano conseguiu convocar um Concílio, em Cartago, para condená-los, enquanto o Papa Cornélio, em Roma, confirmava a excomunhão deles. Durante a perseguição de Valeriano, o clandestino Cipriano retornou a Cartago, para dar testemunho da fé, mas ali foi martirizado. - Santa Eufêmia, virgem e mártir (†c. 303). Suportou cruéis suplícios até a morte, em Calcedônia, atual Turquia. - São Niniano de Galloway, Bispo (†c. 432). De origem britânica, levou o povo dos pictos, no sul da Escócia, a abraçar a Fé, tornando-se primeiro bispo de Galloway. - Santa Edith, virgem (†984). Educada no mosteiro de Wilton, Inglaterra, onde decidiu abraçar a vida religiosa. Destacou-se por sua humildade e abnegação, chegando a recusar várias vezes o cargo de abadessa. - São Vital, abade (†1122). Renunciou aos encargos terrenos e fundou um mosteiro em Savigny, França, onde reuniu numerosos discípulos. - São Martinho de Finojosa, Bispo e abade (†1213). Abade do mosteiro cisterciense de Santa Maria de Huerta, Espanha, foi ordenado Bispo de Sigüenza, onde se esforçou em reformar o clero. - São João Macias, religioso (†1645). Irmão leigo no convento dominicano de Lima (Peru), distinguiu-se pela sua piedade e caridade. Promoveu obras assistenciais que se estenderam por outros países latino-americanos. - Santa Ludmila, mártir (†921). Duquesa da Boêmia, batizada por São Metódio. Dedicou-se às obras de caridade, edificação de igrejas e propagação da Fé. Quando se encarregou da educação de seu neto, São Venceslau, Santa Ludmila foi assassinada por ordem de sua nora. - DE ACORDO com o Facebook 'AparicoesdeJesusAmorosoSorocaba', Em 873, o duque Borivar (da Boêmia - atual República Tcheca) casou-se com Ludmila, princesa piedosa, com quem teve três filhos e três filhas. Ajudada pelo presbítero Paulo, padre capelão da corte, Ludmila também aceitou à fé cristã e recebeu os sacramentos no ano 874. Borivar construiu o Castelo de Praga, erigindo a primeira Igreja Católica da Boêmia, dedicada a São Clemente. Após a morte de seu marido em 894, Ludmila distribuiu parte de seus bens aos pobres e viveu piedosamente. Wratislau o filho mais velho, continuou o trabalho apostólico de Borivar. Embora sua esposa Draomira simulasse uma conversão, a duquesa Ludmila percebeu a falsidade da nora. Por isto, ao nascer-lhe os filhos Venceslau (907-935) e Boleslau, pediu licença ao seu filho para educar os dois netos. Mas Draomira conservou consigo Boleslau. No palácio de Praga, Venceslau recebeu formação religiosa e cultural e tinha apenas treze anos quando seu pai Wratislau morreu na batalha contra os húngaros. O duque deixou o trono para sua mãe Ludmila, mas a nora Draomira à custa de subornos, assumiu o governo. Draomira, mãe dos príncipes, ficou regente do Estado, enquanto o príncipe Wenceslau não tivesse 18 anos. Sem o marido para contê-la, Draomira manifestou seu ódio contra a religião, fechando igrejas e proibindo o culto e a evangelização. Nas escolas proibiu de se falar em Deus com professores pagãos. Porém, Santa Ludmila vigiava e orava. Foi preparando o povo para que Venceslau fosse coroado duque aos 18 anos. Nessa ocasião a princesa Ludmila conseguiu total adesão para Venceslau, cujas virtudes constituíam a honra e o orgulho da Boêmia. Venceslau ao assumir o trono, exilou sua mãe Draomira e o irmão Boleslau para uma província afastada e começou restabelecer a ordem tumultuada pelos cinco anos da louca Draomira. As virtudes vinham da Sagrada Eucaristia e da Virgem Maria, em cuja honra fez voto de castidade perpétua. Draomira convencida de que sua sogra Ludmila era a grande orientadora do neto Venceslau, mandou assassiná-la. O crime foi perpetrado quando ela rezava no seu oratório, na noite de 15 de setembro de 920. O túmulo da Rainha Mártir foi colocado na esplanada próxima do seu castelo, em Tetín, e o culto à sua santidade logo se espalhou. No seu sepulcro muitos milagres ocorreram e exalava um perfume que se expandia. No período noturno via-se sobre ele uma luz misteriosa. Em 1142, o clero de Praga pediu o reconhecimento do culto, que foi concedido em 1143-1144 durante a visita a Praga do Legado Pontifício, Guido di Castello. Santa Ludmila passou a ser celebrada no dia 16 de setembro, sendo reconhecida como mártir da fé e, nos séculos seguintes, como "mãe da Boêmia", desenvolvendo-se mais e mais a devoção.
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