quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

GOVERNO DO ES GASTA R$ 839 MIL COM PMs EXPULSOS ANISTIADOS

CORONEL CRITICA PERDÃO DADO POR GOVERNADOR E DEPUTADOS 
Com a anistia dada a 23 policiais militares expulsos da corporação, o Governo do Estado do Espírito Santo gastará R$ 839.148,80, já que vai pagar salários retroativos a eles, além de férias, décimo-terceiro salário, auxílio-alimentação e auxílio-fardamento. O projeto do governador foi aprovado pelos deputados estaduais. Os PMs participaram da greve ilegal em fevereiro de 2017. O maior valor retroativo será de quase R$ 69 mil, a ser pago a uma terceiro-sargento. O salário (subsídio) é de R$ 4,775,95. Um cabo, que ganha mensalmente R$ 3.707,69 (em média), receberá 54.672,17 de retroativo. Os soldados, cujos vencimentos mensais são de R$ 2,833,99 (em média), receberão entre R$ 22.801,90 a R$ 49.443,15. Em 2019, os gastos dos cofres públicos com PMs reintegrados somarão mais de R$ 1 milhão.
O coronel Nylton Rodrigues - comandante da PM na época da greve - criticou o projeto do governador Renato Casagrande anistiando os policiais que aderiram à paralisação. O oficial não acredita que as "feridas" serão fechadas "premiando a indisciplina e insubordinação". Segundo ele, a "hierarquia e a disciplina são pilares que sustentam a PM por 183 anos". Disse que "atos de insubordinação e ofensas foram registrados". Para Rodrigues, a "anistia geral sem separar o joio do trigo... rasga a Constituição Federal... o regulamento disciplinar da PM e nossos valores e princípios". (16-01-2019). Fonte: JornalATribuna-ES.
TEXTO E FOTOS (reproduzidas do jornal impressoATribuna): Repórter, radialista e blogueiro Paulo Maciel, de Colatina/ES, para suas páginas na web: reporterpaulomaciel.blogspot.com e facebook.com/paulomacieldaradio (16-01-2019)


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